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[Desafio RCR 2016] No Fim
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kurai_kiryu wrote in oafanfics
Título: No Fim
Autor(a): Pandora Imperatrix
Fandom: Sailor Moon
Classificação: 12 anos
Palavras: 372
Personagens/Casais: Sailor Venus centric. Menção de Venus e Kunzite.
Gêneros: Angst
Resumo: A batalha do Silver Millennium pela perspectiva da líder das Senshi.
Notas: História escrita para o Desafio RCR 2016, um desafio promovido pela comunidade OA Fanfics.


Sua vida sempre foi fundada em tradições, sua inteira existência era não mais do que uma continuação de uma longa linha de Sailors Venus. Em nenhum momento você duvidou de sua importância para o universo, seu dever sempre a definiu e você se contentava com isso.

Sua função sempre foi tão essencial, sua vida tinha fundações tão antigas e fortes, você nunca imaginou que pudesse ruir e desabar tão fácil.

Você ouve o grito dela e vira o rosto a tempo de vê-la engasgar com o próprio sangue. Você não tem palavras para descrever a sensação, pois naquele momento, todas as palavras, todo o significado, lhe abandonam e toda sua atenção se prende em como será impossível remover a mancha crescente de sangue manchando o alvo vestido de Serenity.

Seu amante exige sua atenção retorne para a batalha com um golpe que lhe traz de volta os sentidos e, quando a dor vem, você, que achava que não tinha mais nada a perder, sente o ar sendo roubado de seus pulmões. Serenity está morta. Serenity está morta. Serenity está morta. A verdade se repete em seu cérebro, contamina seu sangue como veneno e ainda assim lhe parece impossível, você viu acontecer, mas aquela é uma verdade que você se recusa a aceitar. E seu amante que sempre foi seu espelho, consumido pela loucura, nunca antes te pareceu tão igual.

Se antes você via dificuldade em feri-lo para proteger sua princesa, agora que não há mais nada o que proteger, nada pelo que lutar, os movimentos são quase mecânicos e você não derrama uma lágrima quando, com certa indiferença, enfia sua espada sagrada no coração em que fora o templo onde você procurava refúgio.

Ele cai de joelhos, a mão é estendida como se fosse tocar seu rosto, mas o movimento nunca se concretiza. O som do corpo dele caindo a seus pés é mais real do que todas as juras de amor que um dia vocês trocaram.
Você mata mais algumas vezes e o vermelho em suas mãos aumenta enquanto o som das espadas se chocando diminui e demora um tempo até que você perceba que o próximo inimigo não virá, que todos estão mortos e que você é a única de pé.


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